Um memorial de guerra na borda de um vulcão
O Auckland Museum e o Domain
A história do Auckland War Memorial Museum e do Auckland Domain que o rodeia: o edifício de 1929, o átrio posterior e o vulcão sob o relvado.
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As coleções e exposições do Auckland Museum começaram em 1852, e o seu atual edifício neoclássico abriu em 1929 na borda da cratera do vulcão Pukekawa, no Auckland Domain. O Domain é o parque mais antigo da cidade. O museu serve também como local de memória desde 1929.
De um pequeno museu a uma colina
As coleções e exposições do Auckland Museum começaram em 1852. O museu foi inicialmente instalado numa pequena casa, e ao longo das décadas seguintes mudou de lugar e cresceu. A necessidade de melhores condições de exposição e de mais espaço levou à ideia de um museu construído de raiz numa colina do Domain. A instituição tem sido chamada Auckland Museum, e desde a abertura do novo edifício é mais comummente designada Auckland War Memorial Museum. O seu nome Māori é Tāmaki Paenga Hira, e o museu utiliza ambos os nomes nas suas próprias páginas.
O edifício do memorial de guerra
O projeto de um museu construído de raiz foi conjugado com a ideia de criar um memorial aos soldados perdidos na Primeira Guerra Mundial. Realizou-se um concurso de arquitetura à escala mundial e o design vencedor foi neoclássico, evocativo dos templos greco-romanos. A construção ficou concluída em 1929 e o novo edifício foi inaugurado pelo Governador-Geral. O edifício foi concebido tendo em vista uma futura ampliação e, desde então, foi ampliado duas vezes. De pé em frente a ele, vê um pórtico de colunas semelhante a um templo, uma referência deliberada ao mundo clássico.
Um lugar de memória
Desde 1929, o museu serve também como lugar de memória para os muitos habitantes de Auckland que sacrificaram a vida na guerra. As condições de entrada do museu pedem aos visitantes que respeitem a tranquilidade dos santuários do War Memorial e que se comportem de forma adequada nesses espaços. Vale a pena recordá-lo no dia da atuação Māori: o edifício é um museu, um memorial e um lugar onde a atuação é tratada como tapu, e cada um deles exige silêncio e atenção à sua maneira.
A cúpula, o átrio e Te Ao Mārama
O museu foi renovado e ampliado em duas fases. A segunda fase, concluída em 2007, ergueu uma grande cúpula e um átrio no pátio central, aumentando a área útil. Em 2020, o museu inaugurou uma entrada Sul do átrio redesenhada, Te Ao Mārama, concebida em colaboração com as comunidades iwi e Pasifika de Auckland. Sob a sua tigela Tanoa encontra-se uma instalação que reúne histórias de Ngāti Whātua Orākei, Ngāti Paoa e Waikato Tainui.
O vulcão sob o relvado
O Auckland Domain é o parque mais antigo da cidade. É o que resta da cratera de explosão e da maior parte do anel de tufo circundante do vulcão Pukekawa, um dos mais antigos do campo vulcânico de Auckland. O museu ergue-se de forma imponente na borda da cratera. O local foi originalmente batizado de Pukekawa pelos Māori, e o parque é hoje designado Pukekawa / Auckland Domain pelo Auckland Council e por outros. O nome é um lembrete de que a colina tinha uma história Māori muito antes de o museu ser construído.
Onde se insere Pukekaroa
Um pequeno cone de escória chamado Pukekaroa Hill ergue-se no centro da cratera. No seu topo cresce uma tōtara sagrada, e do lado norte encontram-se os Domain Wintergardens, com duas grandes estufas de vidro. Pukekawa foi desde cedo identificado pelos Māori de Tāmaki como um dos melhores locais da zona do istmo, com a vertente norte dos cones propícia ao cultivo de kumara, enquanto Pukekaroa servia de armazém e de local de pā. Ver o museu como um edifício neste terreno explica por que razão o Domain tem dois nomes.
Perguntas frequentes
Quando abriu o edifício do museu?
A construção foi concluída em 1929 e o novo edifício foi inaugurado pelo Governador-Geral.
Qual é o estilo do edifício?
Neoclássico, com um design que evoca os templos greco-romanos.
O Domain é realmente um vulcão?
Sim. O Domain é o que resta da cratera de explosão e do anel de tufo do vulcão Pukekawa, e o museu situa-se na borda da cratera.
Fontes